terça-feira, 20 de março de 2012

Inclusão- O fiasco.

Se este post aqui (Inclusão sim!), foi o mais esperado, o que eu sempre quis escrever, o de hoje é do tipo que eu jamais gostaria de precisar fazer. O assunto ainda me causa uma certa angústia, e me falta tempo para desenvolver da maneira correta. Mas preciso dizer que tiramos Leo da escola. A inclusão que sempre sonhamos, não existe como já era previsível. Não foi apenas um único fator que nos fez chegar a essa decisão. Eu poderia citar aqui muitos, que acredite, tentei relevar, seguir adiante, fazer ouvido de mercador, juro que tentei! Mas não. Quem é pai ou mãe vai entender direitinho.

Neste post aqui, contei sobre a escola que encontramos por um acaso, no ano passado. E aqui, conto sobre sua ida pela primeira vez, aos 5 anos. Como já sou calejada nos assunto Leo de ser, procurei não criar muita expectativa, apesar da ansiedade e vontade de dar certo. Mas bsataram alguns dias de aula, hora de ver na prática toda aquela teoria maravilhosa, que confirmo minha velha opinião. A inclusão real não existe.

E posso afirmar que nesse caso, a falta de acessibilidade se torna fator secundário. Ajuda para carregar cadeira de rodas nas escadas até a sala de aula, não é um bom exemplo de inclusão. Nos post anteriores, comentei sobre como a escola era simples, sem muitos recuros, e realmente é, até mais do que eu imaginava. Algumas vezes ouvi a professora, esta segundo eles especializada em educação especial com 12 anos de experiência na rede pública, - chamar os alunos por "Ném!". Visualizou!? Então posso apostar que vc riu. Mas é rir pra não chorar!

Eu nunca procurei uma escola para Leo aprender o 'B à Bá', mas sim como já falei antes, para socializar. Conviver com outras crianças, ter uma rotina. Ser incluido na sociedade.  E a primeira vida social dos pimpolhos, é sempre a escola. A adaptação da parte dele foi tranquila. Chorou em poucos momentos, mas apenas qdo me via. Qdo eu não estava por perto, e/ou escondida olhando, ele não chorava.  Tentei de muitas maneiras mostrar como se pega o Leo. Um rapazinho de 5 anos com o controle motor de 3 meses. Não é fácil, eu sei, não posso culpá-las.

Levei um bumbo para ajudá-lo a ficar sentado na rodinha, onde cantam músicas, cantam histórias, brincam... mas em poucos minutos as professoras desitem de tentar e ele fica praticamente deitado todo torto. Quem tem um filho PC, ou convive com um, sabe que eles tem um padrão diferente de postura. E devemos evitar que não piore, eu via o qto estava prejudicando meu filho! Tudo o que fazemos em casa, estava sendo feito ao contrário, é como se fosse um trabalho sendo estragado por ignorância alheia.

Outra questão que muito me preocupa, é a alimentação. Alimentar Leo é uma das tarefas mais difíceis da vida. Tem que ter muita paciência, e saber se comunicar bem com ele para entender o que ele quer. O alimento dado da forma indevida, pode causar pneumonia, e ele já passou por várias internações em sua vidinha. Todos sabem que Leo é um guloso. Daqueles que vai a rodízio de pizza, e come 8 fatias! Saco sem fundo, seu estado normal é de fome! Pois cheguei na hora do lanche, ele não estava comendo. Perguntei se deram o bolo de chocolate que mandei pra ele, elas disseram: "sim, ele comeu um pedaço, não quis mais não!" Meu filho não come um pedaço, ele devora TU-DO e mais um pouco. Impossível ele não querer mais! Então essa se tornou mais uma preocupação.


Passado o carnaval, depois de tantos dias em casa, começamos uma readaptação. Tudo de novo, do 0. E os problemas ao contrário do que eu poderia supor, não diminuíram com o tempo, vieram outros. Um deles foi o pedido de demissão da professora. Recebeu uma proposta melhor em outro lugar e aceitou. Mais de 10 profissionais já haviam sido entrevistadas, mas qdo descobrem que é para lidar com crianças com deficiência, todas recusam. A desculpa mais comum é que para isso "é preciso dom." O que não discordo totalmente. Mas vejo que falta vontade.

Um problema que era da escola, eles passaram para nós. A solução seria cobrir a proposta da professora para que ela continuasse, mas jogaram a batata quente pra nós! Queriam aumentar a mensalidade de Leo em 75%!!!! E mais: como Leo acaba de certa forma "atrapalhando" a aula pq requer mais atenção e cuidado, queriam dimunuir o horário dele em 1 hora. Ou seja, ao invés de sair as 17 hrs como todas as criancas, ele sairia as 16 hrs. Agora me respondam: 

Isso é incluir!?

Acho que nem preciso dizer mais nada. Chegamos a conclusão de que Leo iria desaprender indo para a escola. Em termos cognitvos nem tanto, mas físico, um bocado. E como um é conectado ao outro, as perdas são muitas. Da mesma maneira que precisamos de coragem para matriculá-lo, tb precismos de coragem para assumir que não deu certo e partir para um plano B. Uma psicomotricista em casa é uma opção que cogitamos, talvez tb alguma atividade em grupo. Estamos organizando as idéias depois desta última experiência.

Apesar de tudo, todos os sentimentos envolvidos, cada esperança, o investimento financeiro que fizemos com matrícula, mensalidades, material e etc, posso dizer que valeu a pena. Cada vivência mesmo que negativa, é sempre válida para aprendermos e seguirmos em frente com mais bagagem. Não me arrependo, e isso não é uma desitência. Ainda quero ver meu filho na escola, mas não aceito, e sim incluído de verdade. Inclusão: eu ainda sonho.


62 comentários:

Roberta Lippi disse...

Putz, Mari, que pena ouvir isso. E acho que seu problema aconteceria em qualquer escola, da mais simples até aquelas que se dizem super inclusoras. Porque, no fundo, realmente pouquíssimas escolas "normais" no Brasil devem estar de fato preparadas para a inclusão.
O Leo faz algum tipo de atividade envolvendo animais? Dizem que essas aulas especiais envolvendo animais ajudam muito a desenvolver e socializar as crianças com algum tipo de deficiência, né?
Boa sorte na sua luta. Imagino quantas mães passam por isso também e que deve ser bem duro de aceitar sem se revoltar.
Beijos

Priscila Nascimento disse...

Mari, vocês foram certíssimos, não adianta valorizar os gastos que tiveram com materiais, fardas, etc se o principal não estava sendo atendido. Uma coisa é a escola não ter condições financeiras, outra coisa são as pessoas da instituição não estarem preparadas para a inclusão de fato.

Onde assino??

bjos,

Priscila - http://maededudu.blogspot.com

Lola disse...

Triste demais com o seu relato Mari. por vc, pelo Leo e principalmente por nós todos, porque quando falamos e lutamos por igualdade e inclusão, estamos também nos colocando como possíveis usuários de tal!
Fiz vários estágios na área de psicologia Clínica, incluíndo escolas especiais para crianças autistas e com Down e te afirmo: infelizmente as mães acabam escolhendo as mesmas para seus filhos especiais porque a escola normal não está e ainda demorará muito para se adaptar a realidade da inclusão.
Vc cita o trabalho de um profissional na sua casa como opção. Lhe dou a sugestão de ver um terapeuta ocupacional. É uma pessoa habilitada para lidar com a motricidade do Leo e também com atividades que estimulem a parte cognitiva e comportamental.
Por fim lhe desejo muito boa sorte nessa empreitada amiga, e saiba que sua decisão foi a melhor!
Bjs

Dani disse...

Ai Mari, que chaaato.... chata a sua decepção, pois o Leo merece sim ter uma escola e uma rede de amiguinhos. Entendo que deve ser mto difícil pra vcs chegarem à conclusão de que não deu certo e partir para outra... mas acho que a hora vai chegar, sim, a inclusão vai acontecer! Torço para que vcs consigam, torço mto!

Beijos esperançosos!

Flavia Bernardo disse...

Ai...to com o coração apertado!!!
Mas siga adiante. Tenho certeza que essa inclusao chegará um dia!!! Tb acredito!

Beijos

Roberta Berrondo disse...

Mari, esta luta realmente é longa e ardua. o Carlinhos teve psicomotricista até os 10 anos e ajudou muito. tenho certeza que uma hora veremos a inclusão REAL. beijos

Telma Maciel disse...

Ai, Mari... não é fácil, mesmo, não! Acho que a inclusão ainda é uma ideologia que mtos dizem q praticam.
Na escola onde a Sofia estuda tem um garoto, com uns 5 anos tbm, mas a deficiência dele é só mental. Ele pode andar, conversa bem e etc. Assim acho que pode ser menos difícil.
Infelizmente as pessoas não tem paciência... é triste...
Eu espero que um dia a inclusão seja real tbm! É importante pras crianças. TODAS! As que não tem dificuldade nenhuma e as que tem, pois uma aprende a lidar, respeitar e ajudar a outra.
Beijo e boa sorte pra vcs na procura!!

Adriana Engelmeyer disse...

nossa Mari...realmente fiquei chateada com isso.....Mas tudo é tirado proveito e te aconselho.....vamos buscar um lugar legal.....eu acho que isso será possível sim.......o Rio é tão grande.....
aqui em Sampa eu trabalhei em um colégio que vc adoraria....eu trabalhava com crianças com autismo ....era recompensador.....

Cris Guimarães disse...

Fico muito triste com esse post, queria muito que desse certo para o Leo, que ele tivesse o que tem direito, que é escola!!! Infelizmente, a despeito de tudo, falta é vontade e paciência mesmo, principalmente dos profissionais. Quando surge uma dificuldade maior, deixam de lado. Uma escola que se diz inclusiva teria a obrigação de ter mais cuidado. Eu acho que você tomou a melhor decisão, foi melhor para ele. Dá uma olhada com carinho na sugestão da Lola, achei bem interessante.
Beijos no Leo!!!

Nine disse...

Mari, que pena! Fiquei triste em saber que essa experiência, apesar de trazer aprendizado, não deu certo. Fico aqui torcendo para que vcs consigam uma nova e melhor solução rápido! Tenho certeza de que sendo a mães guerreira que és, logo vai pintar uma realidade nova!
Beijos,
Nine

Ivna Pinna disse...

Que triste ler isso Mari. Mas vc tá certa. Isso não é inclusão.
E eu compartilho o mesmo sonho com vc, eu tenho fé e esperança que -não um dia- que logo vc encontre uma escola que não seja tão limitada. E melhor, que haja pessoas que acreditem nisso! assim como nós!

beijos

Bia Mello disse...

Oi querida,
Tava aqui lendo seu posto pro maridao que ta saindo pro trabalho, ambos com lagrimas nos olhos e um fundinho de revolta por saber que a inclusao, que deveria ser um assunto tao bem administrado, ainda é tão capenga em nosso país. Até mesmo aqui, con tantos recursos, estudos e possibilidades sinto um pouco de carencia quando se trata das relacoes humanas nessa historia toda. Nao sei se a pessoa que lida com casos especiais precisa de dom, mas certamente precisa de muito amor e um certo "feeling" alem de preparo academico. Sei que é complexo, mas ha sempre uma expectativa de que dará certo e isso é bastante frustrante. Te entendo, vivi dias bem chatinhos com o Victor (sobre a questao da fala, terapia, etc e tal) e tambem o tirei do programa que acredito mais atrapalhou que o ajudou. Mas por outro lado conhecemos a sua garra e o melhor, a alegria e a cumplicidade dessa familia linda de vcs. Tenho certeza de que logo Deus dara um direcionamento para novas possibilidades e a luta continuara bela. Boa sorte, amore! Beijao nesse fofo comilão!

Marina Rocha disse...

Nossa é tão triste isso, até quando, ficamos nós perguntando, força e fé querida.

Deus está no controle ;)

beijos.

Cora disse...

Não sei o que dizer!
Como educadora me sinto envergonhada com estas pessoas que não sabem e não querem incluir...!

Não, não é fácil ter um aluno com qualquer necessidade muito diferente das dos outros, e isso incluo todos, superdotados, pc, paralisia infantil, esquisofrenia, enfim...não é preciso ter dom algum, é preciso ter paixão pela profissão, porque qualquer criança com necesssidade ou não vai nos testar os anos de estudo, vai nos fazer voltar enfiar a cara nos livros e consultar especialistas...mas é possível sim incluir!

Na escola em que trabalho, nenhuma, repito, nenhuma criança com necessidade tem o trabalho de inclusão com pelo menos 50% de sucesso. Algumas estão lá por estar! *((

Tenho tanta preocuapação quando vou para uma sala com alunos com necessidades, revejo as atividades, me preocupo como vou segurá-lo, como vou fazer para entendê-lo...mas sinto que esta não é a preocupação de todos os profissionais!

Sinto que na verdade nem em casa essas crianças tem o apoio necessário (não estou falando de amor), mas de apoio mesmo, para que posssm ter chances de entrar no mercado de trabalho ou cursar uma faculdade por exemplo, e nós duas sabemos que eles saõ capazes!!!

Falta gente comprometida e formada adquadamente, falta leis de verdade que garantam os direitos de todos na escola.
E eu acho que ainda falta uns 50 anos para chegarmos á isso! *((

Infelizmente!

De verdade fico muito feliz porque sei que o Léo tem vocês!!

Marnele Perazzo disse...

realmente Mary, fez a coisa certa...é uma pena, pena para todos. Inclusão só no papel não existe, hipocrisia pura, a melhor preparação é a boa vontade, o querer...Força!! Teu plano B vai surtir efeito desejado, tem tbm as oficinas de atividades, pode ser mais bem aproveitado, encontrar lugares com oficinas pedagógicas seria uma alternativa tbm. Bjoooo

Eli Girola disse...

Imagino o quão estão com o coração apertado... mas realmente a decisão foi a mais correta, afinal, é uma das maiores preciosidades da vida de vcs né?
Desejo de coração que consigam encontrar uma solução em que o Leo se adeque sem ser prejudicado.
Vou dar uma pesquisada para ver se encontro algumas dicas pra te passar...
super beijo

Juliana Ramos disse...

É... essa batalha não vai ser fácil!!!
Mas sei que vc não vai desistir e vai encontrar o melhor pro pequeno.
Estou aqui torcendo para as novas idéias darem certo...
Beijo

Luciana Alcantara disse...

Foi com o coração chorando que li sua postagem,o Leo tem direito de convívio com crianças da mesma idade e de aprender mesmo com todas suas limitações.
Não desista tenho certeza que encontrarás um lugar especial onde ele será tratado com carinho e respeito como todas as crianças merecem ser tratadas!
Beijão,Lú!!!!!

Tatiane disse...

Mari

Eu lamento muito por toda esta situação, eu havia ficado feliz em ler um post seu dizendo que o Léo iria iniciar na escola, eu te entendo e acho que vc está com toda razão. Infelizmente o Brasil é um país duas caras com pessoas que dizem que existe inclusão, que preconceito não existe, enfim... coisas que escutamos mas na prática não existe.
Mas eu tenho em mim que você vai conseguir uma boa escola para o seu filho e vai escrever um post falando disto em breve se Deus quiser.
Um abraço

aline disse...

Oi mari , passo noites em claro pensando nisso , por enquanto o rapha esta na mesma escola que o irmão gêmeo e uma escola particular mas com poucos alunos a professora e minha amiga a dona também , mas e uma escola pequena que vai ate os 6 anos eles vão fazer 5 mês que vem , ou seja ano que vem tenho que arrumar outra , e realmente não sei o que fazer , essa semana uma mãe me contou que decidiu tirar seu filho da escola particular e colocar em uma publica , pois lá eles contratam uma estagiária para cuidar da criança e tem uma sala chamada sala de recursos dizem que ajuda muito , moro na baixada e as mães falam bem dessas escolas , como vc mora no rio dezem que é melhor ainda o atendimento ,proucura saber não custa nada , vc trata do léo no sarah ? lá eles dão em papel com o nome das escolas

Milena disse...

Oi Mari!!! Fico triste com a situaçãoem que estão passando, mas eu tb acho a inclusão um sonho ainda... tudo é lindo no papel, mas a realidade é TOTALMENTE diferente, os professores não são preparados para isso, e alguns nem se interessam..... mas tenho certeza que fez o que era melhor pro Leo e prá vcs..... com o tempo quem sabe a inclusão funciona de verdade...... Bejos

Juliana (mãe do Gabriel e do Lucas) disse...

Oi Mari, que pena.
A gente vibrou com a notícia quando haviam encontrado, e agora, infelizmente esta. Entendo perfeitamente sua angustia.
Uma vez falamos sobre Equoterapia, lembra que eu te disse que trabalhei com uma equipe interdisciplinar? Eu vi muitos resultados, talvez seja um boa, enquanto você busca uma solução para a escola.
No mais, estarei aqui torcendo para que tudo dê certo, força!!
Um beijo grande, Ju

Eve disse...

Na verdade essa inclusão não existe, nunca existiu, isso é só conto de fadas...
Passei por um problema parecido com meu caçula, ele tem TDAH, tivemos que mudar de escola ano passado porque na escola antiga também inventaram um tal "horário alternativo", fora outras outras, um exemplo era a forma como a professora falava: "ele pode fazer o que quiser, só não pode atrapalhar a MINHA aula..."
E a diretora apesar de frisar que era uma pedagoga com 30 anos de profissão, não tinha o menor preparo para lidar com a situação.

Por fim quando trocamos de escola, uma professora recém formada conseguiu administrar a situação!
Por isso que eu falo: saber lidar com as diferenças exige sabedoria e amor a profissão, e isso não tem nada haver com anos de experiência...

Tuka Siqueira disse...

Mari, que chato! Falta realmente preparo das profissionais que vão atender crianças como o Léo. Na teoria tudo é muito fácil, mas paciência e dedicação não é coisa que se aprende na faculdade.
Acho que vc está certa, pelo que vc contou Léo iria perder mais do que ganhar nessa escola. Agora quem perde é quem vai deixar de conviver com ele.
Sei que deve ser muito frustrante isso tudo, mas vocêé uma mulher de fibra, tem uma família unida e isso vai te dar forças pra continuar tentando. Tenho certeza que vc vai encontrar uma solução.

Beijos

Caroline disse...

Mari, te apoio em número, gênero e grau. Acho que sua decisão foi certa ao tirá-lo da escola, cuidado de mãe é único mesmo e, infelizmente, não há (pelo que acompanho da sua luta) escolas preparadas pra recebê-lo. Do jeito que estava sendo (pelo seu relato) era 1 cobertor curto, onde se cobre a cabeça e descobre os pés.
Na verdade, aqui também vai 1 desabafo meu, escola boa hoje em dia, é raridade. A propaganda é sempre maravilhosa, mas na hora do cumpra-se, a história é bem diferente. Cabe a nós, mães, estarmos sempre de olho, pra que de fato, nossos filhos sejam bem cuidados e educados no ambiente escolar.

- Anine Pinheiro - disse...

Puxa Mari, achei q daria certo. Convivo com uma menina linda que tem PC, hj ela tem 18 anos e é super inteligente, se comunica através de gestos e venceu muitas barreiras, uma delas foi na escola que é pra portadores de necessidades especiais e é publica.Ela é tão esperta que sabe qdo escrevem seu nome certo ou errado (o nome dela tem Y).Enfim, vim aqui pra te dar força e dizer q vai dar certo, no seu tempo vai!

Tudo de bom,
Beijoss

a caminho da vitória disse...

olá querida,sou mãe de um pc meu filhos chama-se Paulo Augusto e tem 12 anos,e como vc,muitas vezes me frustei,hj ele estuda na apae de tupaciguara aonde o projeto deles é incrivél,faz sala de aula de manha e terapias na parte da tarde,sabe esse ano ele esta em periodo integral ao qual estamso nos adaptando pq doze anos fazendo tudo e hj me vejo com tempo livre,me sinto perdida,mas tem sido bom,querida se precisar conte comigo,uma boa tarde beijokas

Deusa disse...

Que pena Mari,era algo tão bom na nossa mente,para o Leozinho e você também,mas desta forma nunca,desta forma e até muito perigoso,e doloroso.Nem posso pensar nisto,no Leozinho sentadinho todo torto,sem o lanchinho...Mari até mesmo as nossas crianças que não tem problemas fisicos,sofrem muito na escolinha,as vezes somos obrigadas até monitorar tudo,até que elas saibam nos contar o que houve e dificil,fica valendo o que contam os professores.No caso do Leozinho então,faria exatamente como você,tiraria imediatamente,não esta sendo em nada positivo,carissimo,injusto e ainda por cima negativo em tantos sentidos,assim a criança corre riscos enormes.E se o Leo engasgar? e se ele estiver cor dor no corpinho...e se estiver com sede,falta muito e responsabilidade destas escolas.Não acredito em inclusão,nunca acreditei,não vejo como isto venha a contecer sem problemas,as melhores escolinhas ou estão lotadas,ou são carissimas.Você fez a coisa mais certa e lógica a fazer,se e para ele sofrer,não adianta.Eu sei da enorme responsabilidade que você tem com marido,casa,filhos e tudo o mais,mas o jeito e sempre colocar tudo assim...em pratos limpos,as coisas devem ser claras e transparentes...não deu...não era o que se esperava,paciência...a vida segue.
Te gosto muita Mari,muito viu?
Bjs
Deusa
vasinhos coloridos

- Anine Pinheiro - disse...

achei o site da escola que te falei
http://www.portalvr.com/smac/apadefi/
pena que é longe, mas fica pra pesquisa!

Beijos

Jamile disse...

sobre o que versa inclusão social, tínhamos opiniões divergentes de modo respeitável, mas com a aprendizagem nada agradável que venho tendo a cada escola, que opera nesse mesmo modo de "integração" que a ex-escola de Léo, não teria outra atitude que não a sua. A integração não é inclusão. Nunca foi e nunca será. Ela tem importância é claro, mas o panorama da socialização para o cognitivo e desenvolvimento desses novos grandes meninos é muito mais relevante. Diante desse contexto, só tenho a dizer que, Léo, tem sorte e vc é muito mais sábia do que podia imaginar. Esse não é o primeiro e nem será o último Parabéns que irá ler e escutar por aí! Parabéns. Abraços.

Jamile disse...

sobre o que versa inclusão social, tínhamos opiniões divergentes de modo respeitável, mas com a aprendizagem nada agradável que venho tendo a cada escola, que opera nesse mesmo modo de "integração" que a ex-escola de Léo, não teria outra atitude que não a sua. A integração não é inclusão. Nunca foi e nunca será. Ela tem importância é claro, mas o panorama da socialização para o cognitivo e desenvolvimento desses novos grandes meninos é muito mais relevante. Diante desse contexto, só tenho a dizer que, Léo, tem sorte e vc é muito mais sábia do que podia imaginar. Esse não é o primeiro e nem será o último Parabéns que irá ler e escutar por aí! Parabéns. Abraços.

Jo Malcher disse...

Mari, hoje vejo que a inclusão vem das duas partes. Certo que a professora tem especialização em educação especial, mas ela pode não saber alimentar, ou ter tempo, saber posturas, entre outros.

Já pensou quando for levar Leo numa escola, em levar uma terapeuta ocupacional? Ela irá orientar por exemplo uma melhor forma do Leo participar das rodinhas, vai adaptar uma cadeirinha, vai organizar atividades, pra que ele não fique por lá jogadinho.

Eu te confesso que ainda estou buscando muitas informações pra inclusão da Bia, e sei que vou quebrar a cara em várias escolas, mas a TO é uma boa saída. E também um alimento mais fácil pro lanche, talvez, que ele possa devorar mais rápido. Aqui iogurte vai em segundos rsrsrs. Ai você pede pra quebrar umas bolachinhas dentro, que acho ser mais fácil.

Acredito que muitos professores largam de mão por ter uma turma de crianças e uma criança com necessidades especiais que requer mais atenção e tempo.

Eu aqui fico pensando em ter outro filho, mas a Bia me toma 24h do dia. Então fico pensando, onde meto esse outro guri. Num sling? rs

Boa sorte pra gente nessa inclusão super dificil.

Bjks

Cláudia Gimenes disse...

Mari, não sei se vc conhece a Carla Penteado. Uma das filhas dela é pc e autista e ela precisou passar por nada menos que 18 escolas até encontrar a escola certa para a filhinha dela.
Organize as ideias e não desista. Essa convivência é muito importante e saudável para o seu filho lindo. Sei que não deve ser fácil para vcs, mas sigam sempre adiante e busquem sim o que é direito dele!
Inclusão ainda é mais uma teoria, entretanto já existem uns poucos profissionais e umas poucas escolas que se adequaram e fazem um trabalho bacana e digno de ser chamado de inclusão.

Grande beijo,
Cláudia

Paula disse...

Que pena Mari. Assim como eu eu vibrei quando soube da boa noticia. Fico triste em saber que as coisas nao deram certo. Mas a vez de vcs vai chegar. Nao podemos perder a esperanca. O que for melhor pra vcs vai acontecer. Com certeza! Forca e cabeca erguida meenina! Beijos

Jo Malcher disse...

Enquanto isso não acontece, vou continuar recomendando aos pais que procurem escolas que tenham a ver com seus valores e crenças, como procurariam para qualquer outro filho sem deficiência e que, junto com a escola, procurem transformá-la num ambiente inclusivo.

E que fujam da tentação da escola que aceita, da escola que privilegia, da escola que impõe fardos ilegais.

http://xiitadainclusao.blogspot.com.br/2011/08/nao-existe-escola-inclusiva.html

Muito legal esse texto...

Bjks

Nanci disse...

Fiquei muito triste por tudo que passaram. Eu ainda estou na luta pela inclusão da Alana, que é um caso imensamente mai simples que o do Leo, nem sei o qto devem estar frustrados. Torcendo muito por dias melhores, deixo pra vcs um forte abraço e muitos beijos.

Celi disse...

Mari,
Que complicado não ter dado certo! Mas assim como escreveu, vocês tentaram e não desistirão. Estão certíssimos!
Realmente é complicado, pois infelizmente falta estrutura física e profissionais adequados. Elas acabam tendo receio, medo, pouco conhecimento.
Mas estamos aqui torcendo juntas para aparecer algo bacana e acolhedor em todos os pontos de vista. Uma escola de verdade, que inclua uma, duas, três, quantas crianças aparecerem.
Um grande beijo.

Mari Bastos disse...

Mari mas vc chegou a colocar o Leo em escola especial? Desculpe a minha dúvida, mas cheguei no blog há pouco tempo....Minha filha estuda em uma escola comum e na turma dela tem uma menina down e eu sinceramente não vejo o preparo d todos os professores no dia a dia dela...

Sylvia disse...

Puxa Mari...fiquei com o coração pequeninho ao ler isso.. tão triste ver que ainda hoje as pessoas não se esforçam para entender como lidar com uma criança com PC.. poxa, acho que faz parte da nossa profissão aprender a lidar com o novo, aceitar os desafios e seguir em frente. Concordo que é preciso ter dom para trabalhar com crianças especias, mas antes do dom acho que vem a humanidade... até mais que o dom. Vem o amor, a entrega, a alegria em ver as conquistas da criança com deficiência, que a gente consegue ver claramente. Mas do jeito que vc conta, melhor ele não ficar na escola, acabaria piorando o que vcs tanto trabalham em casa... mas tenha fé que vc vai encontrar um lugar legal para ele estudar. Não sei como é a rede pública aí, mas já tentou dar uma pesquisada? Aqui na minha cidade fazemos (algumas claro) um trabalho muito bom com crianças deficientes... eu mesma já tive vários casos em minhas turmas, praticamente um por ano, até agora o mais grave foi um aluno com FOP (fibrodisplasia ossificante progressiva). E cresci muito enquanto pessoa trabalhando com ele. Desculpe o comentário post, mas esse tema sempre mexeu muito comigo.
Beijos mil

Sarah disse...

Puxa Mari, que pena... Eu fiquei tão feliz quando li o post do Leo estudante, achei uma conquista tão incrível para todos... E agora essa notícia triste. Uma pena mesmo, não apenas para o Leo, mas para a educação do nosso país, que ganhou mais um ponto negativo...
Mas ao mesmo tempo é bom ler seu otimismo, ver as lições que tiraram com essa experiência, ver que não desistiram. Não desistam mesmo, nunca!
bjao

Rosane disse...

Mari - que pena que não deu certo!Mas não desanime. Tenho uma amiga que o filho tem dislexia, deficit de atenção, hiperatividade. Esse ano ela se viu obrigad a trocá-lo de escola pois a instituição não quis aceitá-lo mais. Bjs e boa sorte.

Adriane Souto disse...

Mari,
Quem sabe vc ainda não abre uma escola.
Imagine quantas mães se agradariam com uma escola que realmente sabe incluír.
Vc já leu Damásio ou Normam Doidge [neurociência].
Lembrei do Léo quando estava lendo.
Me lembro do vídeo do Léo comendo uva...das fotos que vc coloca dele rindo e vivendo de maneira linda com vcs. Ele é tão lindo, ele é tão inspirador, alegre, forte....cara, as vezes acho uqe vc vai postar que Léo teve uma melhora surpreendente...Imagino que talvéz isso tb passe por sua cabeça, não sei!
Só sei que ele é lindo e cheio de bençãos de Deus por ter você como mamãe dele, os irmãos e o pai que tem.
Já disse, repito: Um dia quero conhecer vcs e apertar, beijar e dar um cheiro no Léo ;)
Forças...vc é especial, linda e muito, muito, muito sortuda por ser a mãe do Léo.
Bjs pra vc sua linda.
Fica com Deus.

Andréa disse...

Que chato Mary, ainda bem que não tive esse problemas com Eduardo, vou a escola esta semana para que ele continue estudando. A escola decidiu arranjar uma mediadora para ele, não pedi nada, foi proposta deles a partir do momento em que deixei claro que eu não poderia ser mãe-mediadora. Meu filho está incluído, eu posso dizer isso. Espero e tenho fé de que o seu Leozinho será sim incluído.

Maria Paula disse...

Sonhar...SIM, temos que continuar sonhando e lutando e querendo e sonhando e tentando e sonhando e tentando de novo. O ser humano pra cuidar de outro precisa ser especial e vamos combinar que está dificil encontrar seres humanos por ai.
Vamos continuar sonhando e tentando formar nossos seres humanos para suprir as necessidades do mundo. bjocas

Maria Paula disse...

Sonhar...SIM, temos que continuar sonhando e lutando e querendo e sonhando e tentando e sonhando e tentando de novo. O ser humano pra cuidar de outro precisa ser especial e vamos combinar que está dificil encontrar seres humanos por ai.
Vamos continuar sonhando e tentando formar nossos seres humanos para suprir as necessidades do mundo. bjocas

Maria Paula disse...

Sonhar...SIM, temos que continuar sonhando e lutando e querendo e sonhando e tentando e sonhando e tentando de novo. O ser humano pra cuidar de outro precisa ser especial e vamos combinar que está dificil encontrar seres humanos por ai.
Vamos continuar sonhando e tentando formar nossos seres humanos para suprir as necessidades do mundo. bjocas

Roberta disse...

Como mãe e pedagoga me doi ler o seu relato. Parece que sempre damos um passo para trás quando se trata de inclusão e diversidade...Difícil para pais, filhos e educadores.

Acho que você tomou a melhor decisão, já que pesando tudo as perdas seriam maiores que os ganhos para o pequeno. E também se deve pensar no mal estar do Leo ao estar fora da postura correta, em não ser alimentado adequadamente, entre outras coisas.

Enquanto vocês não encontram a escola mais adequada ( o que não é fácil), a psicomotricista pode fazer um bom trabalho. E, em relação à socialização, podem optar por outros espaços de convivência, onde muitas vezes se aprende mais e melhor. O parquinho, clubes com atividades recreativas regulares. Quem sabe até a ideia de reunir mães e filhos em um espaço onde poderiam interagir, brincar, aprender e serem crianças...Cada um leva um livro, um brinquedo, uma ideia. Bom para pais e filhos.

Espero que vocês encontrem o seu caminho nessa caminhada! Boa sorte!

Lu Novaes disse...

Fiquei triste de ouvir isso.. Mesmo que sem falar aqui, fiquei TÃO feliz de "vê-lo" na escola...
Mas cada um sabe onde aperta o seu sapato... e se pra vocês a escola foi ruim fizeram a melhor escolha! Para quem conhece o Leo dizer que ele não quis comer é muito descaso... aff...
Não sei nem o que te falar, deve ter sido uma decepção e tanto...
Já tentaram natação? Dizem ser bom, e Leo adora água!
Beijos, força!

Gabi disse...

Mari,
Acabei de conhecer o seu Blog. Não sei o que dizer, mas também não consegui ficar calada.
Chorei horrores, me senti uma bobona por nunca ter entrado aqui antes. Você me deu uma aula sobre respeito, diferenças e maternidade. Obrigada!
Vou rezar para que você consiga encontrar um ambiente de inclusão de fato para o risonho Leo!

Um beijo
Fiquem com Deus,
Gabi

Lorraine disse...

Mari,

que bom que o Léo tem pais informados e reflexivos que foram capazes de perceber nas sutilezas o que seria melhor para ele.
Eu, como pedagoga, considero sempre qualquer aluno especial, pois todos somos diferentes e cada um tem uma necessidade especial. Por isso que não concordo com bebês irem à escola de educação infantil pelo fato deles serem dependentes demais para sanar suas necessidades físicas e emocionais. Uma professora é incapaz de sanar essas necessidades de 9, 10, 25 alunos diariamente. O Léo tem necessidades que demandam ainda maior atenção exclusiva, então é impossível em algum lugar onde ele passe a tarde inteira ele ser cuidado como é em casa.
A sua intenção é a socialização e isso uma aula de música, alguma terapia coletiva, podem atender.
Infelizmente estamos muito longe de uma real inclusão social e o caminho é a educação dos nossos filho livre de preconceitos.

bjos

Adriana disse...

Mari, boa tarde. Primeira vez que deixo comentários mas não primeira que leio; em muitos aspectos eu sou vc.. imagino a dificuldade de achar uma escola para o Léo, mas vc está certa quando destaca o que importa para ele em uma escola... não sei se vc já pensou a respeito, mas uma amiga minha que tem uma filha autista tem uma cuidadora especial (particular) para ela. A cuidadora vai junto à escola para que ela desenvolva as atividades, já que normalmente não existe estrutura adequada..

Viviane Pereira disse...

Oi Mari!
Que sorte que o Léo tem de ter uma mãe como vc e um pai como o Ciro que pensam primeiro no bem estar dele. A experiência da escola foi mais um aprendizado para sua família e vamos sim torcer e lutar para que a tão sonhada 'inclusão' aconteça por inteiro.

Tenham paciência que tudo se ajeita.

Sandra Lima disse...

Mari, eu sei que deve ser um golpe duro, mas não desista não, continue sonhando.
Vou te contar uma história, que acho que vai servir pra te animar:
Tenho uma tia que fez tratamento para engravidar por 20 anos. Quando finalmente conseguiu, aos 47, teve um bebê com Síndrome de Down. Me lembro de tê-la visitado logo depois que ela chegou em casa e ela só chorava. O casamento acabou, o pai não aceitava o filho "com defeito". O prognóstico era o pior possível. Hoje, 20 anos depois, dá gosto de ver o filho dela. Se você conversar com ele sem olhar, não fala que ele tem Down.
É claro que foi preciso um investimento imenso, principalmente uma dedicação enorme, mas ela conseguiu. Contra tudo e contra todos, ela conseguiu. E quem apostava no contrário teve que se curvar oa fato de que todos os limites impostos podem ser ultrapassados, inclusive o pai.
Força aí!
Beijos

Sandra Lima disse...

Mari, eu sei que deve ser um golpe duro, mas não desista não, continue sonhando.
Vou te contar uma história, que acho que vai servir pra te animar:
Tenho uma tia que fez tratamento para engravidar por 20 anos. Quando finalmente conseguiu, aos 47, teve um bebê com Síndrome de Down. Me lembro de tê-la visitado logo depois que ela chegou em casa e ela só chorava. O casamento acabou, o pai não aceitava o filho "com defeito". O prognóstico era o pior possível. Hoje, 20 anos depois, dá gosto de ver o filho dela. Se você conversar com ele sem olhar, não fala que ele tem Down.
É claro que foi preciso um investimento imenso, principalmente uma dedicação enorme, mas ela conseguiu. Contra tudo e contra todos, ela conseguiu. E quem apostava no contrário teve que se curvar oa fato de que todos os limites impostos podem ser ultrapassados, inclusive o pai.
Força aí!
Beijos

Mari Hart disse...

Obrigada a todas pela atenção, apoio, observações e considerações colocadas aqui! Vou fazer um novo post "respondendo" a essas questões! Discussões são sempre válidas!

Bjos em todos! =)

Janaína Mascarenhas disse...

Que absurdo, Mari! Sua atitude foi corretíssima! Eu faria o mesmo! No final do ano passado, depois de participar de 2 cursos sobre inclusão, resolvi entrevistar algumas escolas para decidir se minha filha mudaria ou continuaria na sua. Mas tb fiquei com a mesma sensação; de que a inclusão q vemos nos livros só existe nos livros. Uma lenda! Resolvi, então, mantê-la na mesma escola, mas com o acompanhamento (diga-se: assessoramento à escola) da sua Fono, que é especialista em inclusão. Ainda estamos no inicio do ano e nao sei se vai funcionar, mas estou acreditando q sim. Precisamos seguir nossos instintos, ninguém mais que nós sabe o que é melhor para os nossos filhos. Acho a ideia da psicomotricista ótima. Já pensou tb numa psicopedagoga? Bj

Cristina disse...

Olha Mari, lendo o seu relato vi que realmente nessa situação o melhor mesmo é o Leo estar perto de vocês assim sabem que estão cuidando bem e dando toda a atenção e cuidado que ele merece, mas tenho certeza que logo você escontrará um lugar que realmente fará diferença na vida dele, com profissionais habilitados e com muito amor e atenção para dar.
Beijosss querida.

Mariana - viciados em colo disse...

ó dó!
desde que se post piscou na minha TL queria um tempo digno para vir ler com calma e comentar. estou triste, mari, como se leo fosse meu, como se vc fosse eu: estou frustrada.

passei quase duas semanas na escola de alice que agora também é de arthur, fazendo a adaptação e observando as coisas. a escola que escolhi para meus filhos é uma das mais experientes em termos de inclusão - faz isso desde antes de existir lei, faz por princípio e com vontade.

não vou falar com propriedade porque não vivo na pele esta experiência, mas percebo nas crianças que têm alguma deficiência, seja física ou cognitiva, estão misturadas com as outras e vejo um empenho grande para que elas estejam na rotina.

não sei se já te contei: no dia que fui conhecer a escola, a primeira criança que vi foi menininho saindo do grupo 5. ele estava num andador, com olhar meio perdido, se chocando contra parede e pilastra e a professora estava na porta da sala: - vai, pedro, você consegue! e ele foi. e conseguiu... daí saquei que naquela escola seria 'se vire' mode on pra alice!

autonomia era o que eu mais demandava, porque a escola anterior era creche e ficava parecendo a casa da avó. ver essa cena me deu vontade de ir buscar a água para o menino, mas percebi que ali as coisas não eram feitas da maneira mais fácil para nós, mas mais útil para eles.

não faço ideia do que ele tem, mas sei que ele já foi bem grave... ele ainda usa aparelhos para escutar. hoje está no terceiro ano, já anda sem o andador, com uma órtese nas canelas, se apoiando e consegue dar passos soltos em distâncias curtas. participa das quadrilhas de são joão e é adorado por alunos, pais e funcionários.

o fato é que pedro e os alunos de inclusão, pelo menos os mais graves, tem uma monitora que cuida apenas deles. sei que o custo é da família e que normalmente são pedagogas ou psicólogas em estágio ou recém-formadas. o fato é que numa turma de 20 alunos é impossível se dedicar a um aluno de inclusão na proporção que ele precisa para seu bem-estar.

outro dia estava conversando com uma mãe - que comentou aí em cima - sobre a situação das escolas aqui em salvador. o fato é que cada criança é uma criança e cada deficiência é uma deficiência. as escolas aprenderam a lidar bem com down e com alguns graus de autismo, mas existem muitos desafios quando a situação envolve cognição e limitação física.

eles precisam aprender e ouvir as mães. devem estar abertos a serem orientados por profissionais mais experientes e a fazer concessões. o nosso papel como mãe é fundamental nesse processo de mediar as necessidades do filho em relação à escola. um trabalhão!

penso que vc não deve abrir mão da sociabilização e sei que você nem pensa nisso. um grupo seria ótimo mesmo, mas talvez, em qualquer ambiente, ele precise de uma cuidadora só para ele. acho esta uma excelente medida, daí bastaria a escola estar disposta a educar-se para receber leo com todo profissionalismo que ele merece.

beijoca e estou torcendo por vocês!

Priscila disse...

Oi, Mari!!

Isso mesmo... não desista!!!
Temos que sempre ter outros planos para os nossos pequenos... e apoio mto a sua luta....

Bjs, Pri

Um espaço pra chamar de meu disse...

Já fiquei triste qdo nos encontramos e vc falou que havia tirado o Léo da escola,mas só hj fui ver o post, lamentável,mas não desista de sonhar...conheço tua garra e tua determinação e acho,depois de tudo que vc escreveu que foi a opção acertada...
E ontem mesmo Su queria ver o Léo na escola, qdo disse que vc teve que tirá-lo ela ficou muito triste, qdo chegar em casa hj vou abrir o post para ela ler e entender...Bjs, linda!!Força nesta batalha!!!

Ana Paula disse...

Muito triste ler isso. Acompanho e participo de uma luta muito grande por inclusão, do meu primo-irmão autista, luta essa que já dura 18 anos. Sem palavras pra descrever o tamanho da tristeza de saber que mesmo com o passar do tempo isso não muda, não melhora e acontece em todo lugar! Mas precisamos seguir sonhando e acreditando que uma hora isso se torne possível. Sorte pra vocês, Mari.

(Mamãe) ~Pinel disse...

Só hoje tive tempo de ler esse texto Mari!
Uma pena não ter dado certo, eu estava tão feliz e esperançosa pelo Leo! Mas, como você disse, o importante é que tentaram, e que tiveram coragem (e que coragem) para admitir que não era o que procuravam e para tirá-lo de lá.

Com certeza que vocês encontrarão um jeito de desenvolver essa inclusão do Leo da melhor forma possível! Esse fofo merece não o normal, mas o melhor, de tudo e de todos!

Boa sorte nas procuras e decisões!